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FÉRIAS ESCOLARES – ALTERNATIVAS DE LAZER E ENTRETENIMENTO

FÉRIAS ESCOLARES – ALTERNATIVAS DE LAZER E ENTRETENIMENTO MENOS DIGITAIS

O que não pode faltar nas férias escolares  –  alternativas de lazer e entretenimento menos digitais e mais tradicionais

Não se desespere com as férias escolares das crianças. Tenha sempre em mãos um jogo de tabuleiro ou de cartas, um quebra-cabeça de no mínimo 500 peças, um bom livro de aventuras e uma lista de parques para visitar nos fins de semana.

 

JOGOS

Os jogos em família são uma maneira divertida de passar momentos juntos de um jeito descontraído, dinâmico e salutar. Eles entretêm, divertem a todos e além disso auxiliam no desenvolvimento infantil. É um jeito das crianças aprenderem brincando, pois os jogos trabalham a concentração, o raciocínio lógico, a criatividade e a interação social.

Tire do armário todos os jogos – os tradicionais de tabuleiros: damas, ludo, trilha. Vale também os jogos da memória, batalha naval, etc. Fica aqui a dica de alguns jogos divertidos testado e aprovado por diversas famílias, a começar pelo queridinho da minha família até hoje, que são todos adultos. Confira:

 

Jogos em famíliaRUMMIKUB

Um jogo antigo, que surgiu na década de 30. Jogam de 2 a 4 pessoas. O objetivo é ser o primeiro a baixar todas as pedras do suporte. Joga-se formando sequências numéricas de acordo com as regras. No Youtube você encontra muitos vídeos que ensinam a jogar.

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CARA A CARA

Joga-se apenas duas pessoas por vez, porém é possível organizar um campeonato para que toda a família participe. O objetivo do jogo é descobrir quem é a cara do outro jogador. É preciso usar o raciocínio para fazer perguntas inteligentes, uma vez que só é possível responder as perguntas com “Sim” ou “Não”. É preciso ficar atento às respostas para acertar a cara que o oponente tem no suporte. As crianças a partir de 6 anos gostam bastante desse jogo.

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Jogos em famíliaUNO

Podem jogar de 2 a 10 participantes. Cada um recebe 7 cartas, que são descartadas de acordo com a cor que está no monte das que sobraram. O objetivo é zerar as cartas na mão.

O detalhe é que o baralho pode ditar ações específicas, seja para fazer o próximo jogador receber mais cartas, inverter a ordem das jogadas ou mesmo pular a vez de quem jogaria a seguir, tudo para atrapalhar os demais de chegarem ao objetivo final. É um jogo portátil bem divertido e estimula o pensamento estratégico na hora de jogar as cartas! Os adolescentes apreciam muito este jogo.

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Jogos em famíliaJENGA

Uma vez que a torre tenha sido construída, o construtor deve iniciar o jogo. Uma jogada consiste em retirar um e apenas um bloco de qualquer andar que não esteja logo abaixo do andar incompleto mais alto. O bloco retirado deve ser posto no topo da torre, de modo que os blocos formem novos andares. Indicado a partir de 4 anos

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PERFIL

O jogo de tabuleiro Perfil é ideal para 2 a 6 participantes. Tente descobrir qual é o perfil secreto que está sendo perguntado para você a cada rodada. Preste atenção em cada uma das dicas, pois elas vão formar o Perfil da pessoa, da coisa, do animal ou do lugar que deve ser desvendado. São 20 dicas para os jogadores adivinharem quem é a Coisa, a Pessoa, o Animal ou o Lugar na cartela da rodada! Quando menos dicas você precisar, mais casas você anda no tabuleiro. Junte as peças desse enigma antes dos outros participantes e mostre que é capaz de descobrir de quem é o PERFIL!   Indicado a partir de 7 anos

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FÉRIAS ESCOLARES – o que não pode faltar

  • um divertido jogo de tabuleiro ou cartas
  • um quebra-cabeça com um tema alegre e colorido
  • um livro de aventura cativante
  • uma lista de parques

 

QUEBRA-CABEÇAS

Sobre os quebra-cabeças, vale ressaltar que as crianças em geral sentem fascínio por eles. São atraídas pela variedade de peças coloridas, e pelo desafio de montar a imagem da caixa. Montar quebra-cabeças desenvolve a atenção, a coordenação motora, estimula a capacidade de observação e comparação e o pensamento lógico.

Escolha um quebra-cabeça de uma bela paisagem natural ou de uma obra de arte alegre e colorida. Pesquise a indicação de faixa etária de acordo com a idade da sua criança.

Arrume uma mesa para deixar o quebra-cabeça exposto, com espaço suficiente para espalhar as peças. Isso facilitará a montagem, além de chamar a atenção da criança e despertar o desejo de montar. Reserve um período do dia para que a criança se dedique a esta atividade,  fazendo um pouco a cada dia.

Veja algumas sugestões:

 

Romero Brito

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Paisagem com moinho

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Van Gogh

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LIVROS

A leitura é  uma atividade de férias divertida e proveitosa. Ler nas férias é um excelente exercício de expansão de horizontes e conhecimento de si e do mundo.
A leitura amplia repertório, aumenta o vocabulário e enriquece a comunicação. Estabeleça com sua criança uma meta de leituras para as férias.

Aproveite para entreter a criança com um cenário diferente da paisagem urbana. Os livros podem despertar o apreço pela natureza. Uma boa história de aventura em ambientes naturais pode influenciar de maneira positiva as crianças e incentivar o interesse pelo mundo vivo. Confira algumas indicações de livros de aventura:

 

CINCO CRIANÇAS E UM SEGREDO

O livro conta as aventuras de cinco irmãos que, durante as férias, encontram um duende da areia. Essa criatura estranha e peluda passa a realizar um desejo das crianças a cada dia. Mas, uma vez realizados, os desejos colocam os meninos em grandes e divertidos apuros.

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TEIA DE CHARLOTTE

Em uma manhã de primavera, a garotinha Fern resgata um porquinho e o nomeia Wilbur. Vendido para o tio de Fern e mandado para a fazenda dele, o porquinho faz amizade com os animais de lá ― incluindo a gentil aranha Charlotte. Mas, quando Wilbur precisa enfrentar o cruel destino de sua espécie, Fern e Charlotte se juntam aos outros animais para bolarem um plano infalível e salvarem esse porquinho muito especial.

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A TURMA DA FLORESTA UMA BRINCADEIRA PUXA OUTRA

O livro narra as aventuras de um grupo de crianças que se reúne num parque do bairro para brincar. No decorrer da tarde, essa turminha inventa muitas brincadeiras e brinquedos com materiais naturais que encontram pelo parque, mostrando que a imaginação das crianças é o melhor brinquedo.

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O MENINO DO DEDO VERDE

O livro conta a história de um menino diferente que transforma tudo o que toca, suas impressões digitais causam reverdecimento e alegria. As proezas de seu dedo verde são originais. A mágica história de Tistu, garoto com raro poder de semear o bem por onde passa, é uma aventura fantástica com final singelo e extraordinário.

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Dia do livroO JARDIM SECRETO
A clássica história de Mary, uma órfã de 10 anos que vai viver com o tio em um casarão na Inglaterra. Lá encontra Dickon, um menino que conversa com as plantas e os animais, e Colin, um pequeno lorde, doente e isolado em um dos quartos. A amizade das crianças e o contato com a natureza operam uma surpreendente tranformação em todos da casa.

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PARQUES URBANOS

Aproveite o tempo livre nos finais de semana para um passeio gostoso em parques da sua cidade. Acesse o site da prefeitura e faça uma lista de parques próximos do seu bairro para ir com as crianças. Se você mora na cidade de São Paulo, confira os parques AQUI 

Nestas férias escolares programe a hora dos jogos em família,  um tempo para montar quebra-cabeça, e ainda o tempo da leitura. E não se esqueça de desfrutar momentos agradáveis ao ar livre, em contato com a natureza!

Bom divertimento e ótimas férias escolares!

Abraço caloroso

Ana Lúcia Machado

BRINQUEDO NÃO ESTRUTURADO – ENTENDA ESTE CONCEITO

BRINQUEDO NÃO ESTRUTURADO, você sabe o que é isto? Conhece o conceito dos materiais não estruturados?

Décadas atrás, crianças recorriam à imaginação e criatividade para que qualquer objeto do cotidiano pudesse se tornar um brinquedo. Desde que o universo da imaginação infantil foi invadido pela indústria dos brinquedos, as crianças tornaram se cada vez mais expectadoras passivas de brinquedos que fazem tudo sozinhos.

Entretanto, quanto menos coisas um brinquedo faz, mais coisas a mente da criança tem que fazer. Brincar de maneira livre, sem brinquedos prontos, exige mais da imaginação e criatividade da criança. Inventar o próprio brinquedo e brincadeira promove o desenvolvimento de habilidades físicas, manuais, cognitivas, sociais e até mesmo habilidades emocionais.

O QUE SÃO MATERIAIS NÃO ESTRUTURADOS?

Caixas de papelão, cones, carretéis, madeiras, tecidos, mangueiras, pneus, rolhas, elementos da natureza, argila, areia, entre outros.

Os materiais não estruturados são objetos da cultura, do cotidiano, e elementos da natureza que podem ser disponibilizados para a criança para que ela invente a própria brincadeira.

Para entender melhor o conceito de Brinquedo não estruturado, quero apresentar a Coleção Objetos Brinquedos composta por quatro livros infantis da autora Patrícia Auerbach:

 

 

O JORNAL

Neste livro-imagem inspirador, um menino viaja pelo mundo na sala de casa. O menino começa a explorar brincadeiras com as folhas do jornal que seu pai está lendo. A obra revela até onde vai a imaginação de uma criança ao transformar o jornal em aventuras incríveis ― de uma página para outra, o personagem vira surfista, aviador, cavaleiro e até pirata! O jornal do pai vira muitos brinquedos feitos pelo menino.

 

O LENÇO

Uma menininha curiosa pega um lenço da mãe na gaveta da penteadeira e transforma essa simples peça de vestuário numa brincadeira divertida. A cada página o lenço se transforma em diferentes brinquedos e brincadeiras revelando o mundo rico da imaginação da criança.

 

 

A GARRAFA

Nesse livro, a garrafa de plástico encontrada na pia da cozinha vai se transformando pelos olhos de uma criança muito curiosa. Carrinho, foguete, megafone, tromba de elefante e orelhas de coelho, são algumas das possibilidades que se multiplicam quando, na lata de lixo reciclável, várias outras garrafas são encontradas. Outras coisas são criadas pela criança a partir do objeto garrafa.

 

A PANELA

Vasculhando o armário de panelas de casa, duas crianças sem nada para fazer se transformam em alpinistas, encantadores de serpentes, músicos, jogadores de basquete… As panelas e suas tampas ganham vida nas mãos das crianças, com utilidades diferentes do uso comum do dia a dia.


Coisas nascem de coisas!  E quantas coisas a imaginação da criança é capaz de inventar com objetos do dia a dia que estão à nossa volta? Ou com elementos naturais que as crianças podem recolher na natureza? A graça para a criança ao brincar está em subverter os objetos e transformá-los em brinquedos, em algo diferente e novo.

LEIA TAMBÉM: Livro do Educador brincando com a natureza

Que a leitura dos livros indicados possam auxiliar os adultos na compreensão da importância do brinquedo não estruturado para as brincadeiras e inspirar as crianças para muitas invenções!

Abraço carinhoso

Ana Lúcia Machado

 

SELEÇÃO DE LIVROS COM DESCONTOS INCRÍVEIS

SELEÇÃO DE LIVROS COM DESCONTOS INCRÍVEIS – Black Friday

Começou a Black Friday! Aproveitei para conferir o preço dos livros que estão indicados na Biblioteca Verde do Educando Tudo Muda – uma seleção de livros para a infância.
Dá só uma olhada nos descontos incríveis que encontrei:

O jardim secreto 72% – Um clássico da literatura
https://amzn.to/3QQLDNZ

Arca de ninguém 62% – Uma divertida releitura da história da Arca de Nóe
https://amzn.to/3QSAix1

A árvore generosa 51% capa dura – Um história comovente sobre o abuso da natureza pelos humanos
https://amzn.to/47iejq9

De flor em flor 50% capa dura – Da dureza da cidade sob o olhar de encantamento de uma menininha
https://amzn.to/49LIS9f

O mundo nunca dorme 47% – Enquanto dorminos, existe um mundo que nunca dorme
https://amzn.to/3MWdQBH

Onda 48% capa dura – Livro imagem encantador
https://amzn.to/40Q4UDE

O jornal 49% – Outro livro imagem surpreendente que mostra o jornal como um brinquedo não-brinquedo
https://amzn.to/46tNbTK

O jardim curioso 23% – Como o olhar e cuidado de uma criança pode transformar um lugar abandonado em um lindo jardim
https://amzn.to/3utxxKZ

Animais inventores 26% capa dura – um livro sobre biomimética para crianças que apresenta animais que inspiraram o homem em seus inventos tecnológicos
https://amzn.to/3MWqb9e

Por último deixei para indicar um livro maravilhoso para adultos que se interessam pelas árvores:

A vida secreta das árvores 54% – o surpreendente mundo das árvores
https://amzn.to/49NfEqB

QUER OUTRAS SUGESTÕES? VEJA AQUI

Eu estou aproveitando para fazer as compras de Natal. Sou aquela mãe, filha, irmã, tia, amiga que adora dar livros de presente! Boas compras consciente neste fim de ano! Sem exageros, porque menos continua sendo mais!

Abraço afetuoso

Ana Lúcia Machado

LADRÕES DA INFÂNCIA , roubamos da criança

Você conhece quais são os ladrões da infância?

O modo como a sociedade contemporânea se organizou, tem roubado da infância atributos e valores preciosos que pouco a pouco estão a esvaziar e enfraquecer a potência da primeira infância.

Hoje vemos entre a população infantil o decréscimo da força muscular pela falta de atividade física; a falta de equilíbrio corporal, pelo predomínio de pisos lisos, cimentados que oferecem pouca oportunidade de instabilidade na movimentação do corpo; a redução da mobilidade pela insegurança e violência urbana; a obesidade infantil, associada a inatividade física e maus hábitos alimentares; a deficiência de vitamina D, pela baixa exposição ao sol por conta do emparedamento das crianças; o aumento de incidência de miopia, pelo uso abusivo das telas; entre outras ocorrências que têm causado prejuízos ao desenvolvimento integral da criança.

A primeira infância, que vai do 0 aos 7 anos de idade, é uma etapa fundamental para o desenvolvimento humano. É o tempo em que formamos nossas raízes para depois criarmos as asas e irmos para o mundo. As experiências, os estímulos e as interações que acontecem nessa fase geram impactos para toda a vida. O que acontece nesta etapa da vida tem reflexos ao longo de toda a trajetória humana.



De acordo com o projeto aprovado, PL 2.034/2021, agosto será agora um mês focado na conscientização da sociedade sobre a importância da primeira infância, à atenção integral às gestantes, às crianças e suas famílias em todo o território nacional, um período de ênfase em ações e políticas que promovam vínculos afetivos, nutrição saudável, importância da imunização, do direito de brincar e de prevenção de acidentes e doenças. (Fonte: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal)

Como esse é um dos pilares do meu trabalho aqui no Educando Tudo Muda, que este mês completa sete anos de existência, quero compartilhar um texto para reflexão sobre os Ladrões da Infância para que possamos impulsionar mudanças em prol do resgate da força da infância.

LADRÕES DA INFÂNCIA

Roubamos da infância o tempo da pausa para o divagar da vida – momento potente em que surgem as brincadeiras que vêm da imaginação, que nascem no íntimo, a partir de demandas da individualidade, como expressão da singularidade do ser e que possibilitam o aflorar da criatividade da criança.

Substituímos o tempo da espera, da vivência das etapas do preparo de cada coisa, pela pressa, pelo imediatismo. O fogo não trepida mais entre as panelas nas cozinhas espalhando o cheiro bom dos temperos pela casa no preparo das refeições. Foi trocado por poucos minutos da facilidade do micro-ondas, que leva ao prato a comida aquecida.

Trocamos o pausar da vida, as horas do dolce far niente, pelas aulas extras curriculares, que ocupam todo o tempo da criança. Os estímulos externos criados artificialmente pelos adultos com o intuito de acelerar o desenvolvimento infantil, anulam o que a criança tem de mais precioso que é sua motivação interna, alimentada por sua curiosidade inata.

O TEMPO DA NATUREZA É UM TEMPO DA ESPERA, DA VIVÊNCIA DE PROCESSOS

Roubamos da infância os espaços ao ar livre – a rua, os terrenos baldios da vizinhança, a pracinha, onde a gurizada se encontrava para explorações, descobertas e para viver pequenas travessuras sadias, ou mesmo cair, ralar o joelho, voltar prá casa chorando, e perceber o processo de cicatrização do ferimento nos dias subsequentes.

Roubamos da infância a natureza, como território lúdico e educador, lugar de pisar na terra, subir em árvores, comer fruta do pé, se esconder entre arbustos, crescer livre aprendendo com seus pares e aprendendo a amar a terra.

Roubamos da infância a relação com o mundo vivo que exala aromas, tem diversidade de sabores, sons, texturas, temperaturas e pesos, para propiciar às crianças uma pseudo segurança do entretenimento das telas dos smarthphones, tablets, televisão, etc, que furtam a vida real e oferecem a frieza do mundo virtual.

Deixamo-nos enganar, pois as interações virtuais jamais substituirão o valor do convívio social, a conversa olho no olho, a sensibilidade do toque e o calor do abraço. Esta é a dimensão do real e do humano capaz de acolher e preencher a vida da criança.


O modo mais eficaz de conectar as crianças com a natureza é também conectar-se à natureza. Se as crianças perceberem um verdadeiro entusiasmo nos adultos, vão se apropriar desse interesse.”
Richard Louv*

A RELAÇÃO COM A NATUREZA INTENSIFICA A VIDA

Roubamos da infância a oportunidade de inventar e construir seus próprios brinquedos e brincadeiras com achados do quintal: gravetos, sementes, cascas, e utensílios da casa, para colocar nas mãos das crianças os brinquedos prontos, industrializados, que tornam a criança um ser passivo diante deles.

É preciso entender que os brinquedos prontos eliminam o processo de criação e construção pela criança, produzindo um vazio, uma sensação constante de insatisfação e frustração, levando a criança a querer e pedir sempre mais, na ânsia de se sentir saciada.

Quando oferecemos a oportunidade à criança de criar e construir seus brinquedos, estamos colaborando para o desenvolvimento de competências que serão exigidas na vida adulta, sem saber que a concentração manifestada durante o brincar livre corresponde à mesma que será empregada em atividades profissionais no futuro.

Roubamos da infância a liberdade de escolher com o que brincar, como brincar e com quem. Brinquedos e brincadeiras são partes de uma construção autoral, elaborada por meio de um processo espontâneo e autêntico de cada criança. As crianças tem seus próprios interesses e narrativas pessoais, estão imbuídas de desejos que necessitam de liberdade de criação e expressão. A centralização e super proteção do adulto inibe o fluir natural do brincar.

LEIA TAMBÉM: SABOTADORES DA INFÂNCIA

Precisamos enfrentar esses ladrões da infância. O resgate da potência da infância passa pela revisão de dimensões temporais, espaciais, de saberes ancestrais e fazeres manuais lúdicos e artísticos, e da liberdade. É necessário rever o quando, o onde, o como, e o que oferecemos às crianças para que possamos redirecionar a trajetória rumo à saúde das nossas crianças, garantia de um mundo melhor.

Abraço fraterno

Ana Lúcia Machado

*Richard Louv, autor do livro ‘A última criança na natureza’

Novidade no mundo da literatura infantil – MIMI A MINHOCA SONHADORA

Novidade no mundo da literatura infantil: acaba de chegar o livro MIMI A MINHOCA SONHADORA, uma história surpreendente, lúdica e educadora.

Mimi é uma minhoca inquieta e insatisfeita que sonha encontrar um jeito diferente de ser e estar no mundo. Mexendo-se de várias maneiras na terra, experimenta novas formas e acaba por unir suas extremidades rolando pelo mundo como um tatu bola. Ao bater numa pedra percebe sobre si uma espiral que a transforma em um caracol.

Como uma metáfora do universo lúdico e imaginário da criança e sua lei da metamorfose, em que uma coisa vira outra, em que nada é fixo e rígido, esta obra busca contribuir com o processo inicial de letramento de maneira lúdica, estimulando a criança a brincar de criar e desenhar formas para o desenvolvimento da destreza das mãos, necessária para o aprendizado da escrita.

‘Mimi a minhoca sonhadora’ busca ainda provocar o olhar das crianças, professores e pais para o mundo natural que nos cerca, ressaltando a natureza como território potente de aprendizagem.

Quantas formas diferentes Mimi experimentará até se sentir satisfeita? No decorrer da história você pode acompanhar as metamorfoses da Mimi, brincar com suas formas e desenhar as suas transformações.

Do movimento ‘estica-estica’ da Mimi surge a reta. A reta se inclina e vira curva. A curva se acentua e se transforma em onda. A onda se movimenta e forma uma espiral. A espiral se revira, une suas extremidades e se torna um círculo. O círculo se rompe, se estende e volta a ser reta. Do movimento nasce a forma e é na forma que o movimento chega ao repouso.

 

INTENÇÕES PEDAGÓGICAS DA HISTÓRIA DA MIMI A MINHOCA SONHADORA

A história da Mimi carrega intenções plurais:

– Facilitar o aprendizado da escrita por meio do Desenho de Formas contribuindo para um processo de letramento de maneira lúdica

-Estimular a criança a brincar de criar formas para o desenvolvimento da destreza das mãos necessária para o aprendizado da escrita, das formas das letras do alfabeto.

-Incentivar a relação da criança com a natureza, chamando atenção para a existência das minhocas

-Reforçar a educação ambiental mostrando o valor da minhoca para o meio ambiente


Acompanhe o relato da Coordenadora pedagógica Valéria M.A.Girotto, que esteve presente na noite de lançamento do livro e contou a história da Mimi para as crianças:

 

Como coordenadora pedagógica de uma escola pública da Grande São Paulo, diariamente tenho o privilégio de me encantar  com os mundos poéticos das crianças, suas metáforas, suas investigações sobre o mundo e sobre o que desconhecem.

Através de seus olhares generosos, transformam as coisas singulares em grandiosas descobertas.

E não foi diferente no dia em que eu pude ler a história da Mimi para um grupo heterogêneo de crianças e adultos em um evento da escola.

Através de uma ambientação com um minhócário, lupas e minhocas, as crianças já estavam atentas querendo saber sobre a história que viria.

Com demonstrações de encantamento e muita atenção, as crianças já evidenciavam expectativa para saber sobre as transformações da Mimi.

A cada página novas reformulações e novas hipóteses e Mimi surpreende às expectativas trazendo consigo uma reflexão sobre sermos quem somos, compreendermos nossa singularidade e importância.

Reflexões também surgiram sobre a importância das minhocas para a nossa alimentação, para o ambiente, para nossa vida.

Parabéns a Ana Lúcia Machado que traz um olhar natural para a cultura da infância! Que possamos refletir sobre nossa responsabilidade de reverberar o cuidado com o meio ambiente, o cuidado em escolhas que fazemos para e com as nossas crianças.”


A história da Mimi nos faz pensar no sentido da infância – um tempo vagaroso, num ritmo lento de ser e estar no mundo,  descobrindo a si, o outro e o meio, defendendo as pedagogias lentas norteadas pelo desenvolvimento infantil que respeitam o ritmo da criança.

A publicação está disponível no site do Educando Tudo Muda: http://www.educandotudomuda.com.br/produto/mimi-a-minhoca-sonhadora/

Ao fazer seu pedido, você receberá o livro com um brinde cortesia para brincar com a Mimi.

Abraços

Ana Lúcia Machado

www.educandotudomuda.com.br

 

 

 

BRINCAR VIVO: BRINCAR NA E COM A NATUREZA

A infância tem no brincar na e com a natureza a sua espinha dorsal. Ambientes ricos em áreas verdes são fonte de um brincar vivo e criativo. É no transitar lúdico telúrico, fazendo aliança e oposição ao chão, que se ergue o humano. No manuseio dos elementos da terra, emerge a essência de todas as coisas, o mistério sagrado e, a verdade primordial que tecerá a existência humana, é revelada à infância pela natureza.

Brincar em espaços naturais nos coloca diante da vocação lúdica e artística da natureza e expõe a criança à riqueza e diversidade dos elementos naturais, abrindo um leque de possibilidades de brincadeiras e invenção dos próprios brinquedos pela criança tendo a natureza como matéria-prima.

Um passeio na mata, uma caminhada no parque, praça, no pátio escolar, num local com árvores, terra, flores e insetos, aguça a curiosidade infantil. Possibilita o contato com aromas diferenciados; sons de pássaros, do vento, das folhas secas; formas diferentes de folhas; cores variadas de flores. Permite a observação de formigas, de lagartas, minhocas, líquens; a descoberta de diversos seres vivos fascinantes para a essência curiosa e exploratória da criança. Propicia andar na chuva; pisar em poças d’água; acompanhar borboletas; colher frutos; pegar pedras; subir em árvores e correr entre elas. Um brincar que provoca deslocamentos, que põe o corpo em movimento intenso.

BRINCAR VIVO – BRINCAR NA E COM A NATUREZA

Esse brincar mediado pela natureza, estabelece uma conexão com as forças vitais dos quatro elementos, com os ciclos de nascimento, vida e morte, fluxos vivos, ritmos e processos dinâmicos, revelando os princípios que regem a vida na Terra, aguçando os sentidos, a imaginação e o senso de pertencimento das raízes com a Terra e respeito a ela.

Tudo na natureza cresce num movimento e gesto repleto de vida. Cada elemento traz consigo, em sua essência e forma a pulsação da Terra, seu inspirar e expirar. Em contato com materiais orgânicos a criança é revitalizada e fortalecida em seu interior  pela identificação com os elementos formativos e processos comuns a ela mesma e à Terra.

A energia e as manifestações da natureza favorecem múltiplos brincares. O vento, a chuva, o sol, são aliados que atuam como forças canalizadoras do processo criativo de invenção de brinquedos e brincadeiras.

Se temos um dia de ventania, usamos o vento de modo que favoreça as brincadeiras com o elemento ar: cata-vento, pipa, biruta, etc. Se for um dia chuvoso, aproveitamos para encher potes de água, pisar nas poças d´água, fazer lama e tantas outras possibilidades com o elemento água. Nos dias ensolarados brincamos com as sombras, com as transparências das folhas contra a luz solar, nos apropriando do elemento fogo. No chão, peneirando a areia, enchendo e esvaziando baldinhos, nos alimentamos da vitalidade da terra.

Há um diálogo, uma troca potente entre os elementos naturais e a criança. Nesta relação direta com a terra, a criança reconhece na matéria o lúdico e transforma em brinquedo o que a natureza oferece.

Cada um dos elementos permite que a criança mobilize dentro de si forças imaginativas criadoras. Com os achados e coletas dos elementos naturais, galhos viram espadas ou varinhas mágicas; folhas e flores ora podem ser decoração de um lindo bolo, ora adorno de uma coroa na cabeça, evidenciando assim a lei da metamorfose que rege o universo lúdico infantil, em que uma coisa vira outra, num estado vigoroso de constante transformação.

Estes são os brinquedos da terra: árvores para trepar e se balançar, troncos tombados para se equilibrar, morro para escalar e escorregar, pedras para subir e depois pular, terra para escavar, etc. Esta é a magia do brincar na natureza e dos elementos naturais, que permitem infinitas possibilidades, algo sempre diferente e novo. Essa é a força interior das crianças em ação no ato do brincar livre – elas subvertem materiais, criam brinquedos e inventam histórias de acordo com o enredo de suas brincadeiras. Este é o brincar vivo.

Os elementos naturais têm como principais características a diversidade, simplicidade, plasticidade e longevidade. Pela variedade de formas, tamanhos, pesos, texturas, aromas, sons e cores, produzem estímulos multissensoriais. São acessíveis, encontrados pelas crianças facilmente soltos pelo chão, em parques, praças, ruas arborizadas, etc.

Os elementos naturais são “abertos”, isto é, permitem ser moldados pelas mãos das crianças e atendem à necessidade de suas brincadeiras. São materiais não estruturados, flexíveis e versáteis. Por não terem uma função específica, e não entregarem algo pronto para a criança, dão espaço e liberdade para a atuação imaginativa sendo usados de modos diversos, aumentando o envolvimento, o tempo de permanência e o interesse da criança pelos brinquedos e brincadeiras inventadas com gravetos, pedras, sementes, folhas e flores.

brincar vivo

A materialidade desse brincar amplia o repertório da infância, nutre o imaginário e  enriquece a capacidade de criação. Os elementos naturais tocam o corpo por meio dos sentidos – tato, olfato, audição, visão, paladar, acordando a imaginação. E assim, a imaginação se torna o melhor brinquedo, o mais rico, completo e profundo. A imaginação inventa as mais incríveis brincadeiras.

O brincar livre em contato com a natureza acompanha o ritmo natural da criança – são doses de inputs sob medida para cada individualidade. A criança é exposta a uma rica variação de estímulos na qual experimenta e avança de acordo com sua necessidade e prontidão, isto é, seu amadurecimento físico e psicológico. A natureza desafia e a criança responde de acordo com a etapa de desenvolvimento em que se encontra.

A natureza disponibiliza um ambiente livre e empático. Oferta à criança o que a brincadeira pede. Por meio de seus elementos, oportuniza experiências para que a criança possa desfrutar vivências que alavancam seu desenvolvimento integral.

Este brincar vivo atua numa camada profunda da constituição do ser, ampliando todos os sentidos e imprimindo registros nas entranhas do ser criança. Os efeitos provocados pela natureza na organização corpórea e anímica, não podem ser reproduzidos por nenhum brinquedo industrializado ou atividades dirigidas por um adulto. O não pronto ativa a vontade interior de completar coisas inacabadas.

Além disso, este é um brincar ecológico, em que a criança brinca com o que a natureza oferece e ao término da brincadeira, em uma autêntica logística reversa, tudo pode retornar para a terra sem causar nenhum dano ao meio ambiente.

Vamos então defender as condições essenciais para o brincar vivo: ambientes naturais, tempo, liberdade para a criança brincar livre e acesso aos elementos naturais.

Brincar na e com a natureza é uma forma de expressão autêntica da criança, uma maneira de fazer arte, honrar a infância, intensificar e respeitar a vida, e promover a sustentabilidade planetária. Esse brincar vivo é um direito da criança para a garantia de uma infância plena.

Este artigo foi originalmente publicado pela Aliança Pela Infância em comemoração a Semana Mundial do Brincar 2023. Baixe a publicação virtual AQUI e acesse outros artigos.

abraço afetuoso

Ana Lúcia Machado

EDUCAÇÃO AMBIENTAL – FORMAÇÃO PARA UM MUNDO SUSTENTÁVEL

A Educação Ambiental é fundamental na formação de crianças e jovens para um mundo sustentável.

Vivemos como nunca antes um distanciamento entre homem e natureza, e sua consequente ruptura com processos de vida. Até 2050, segundo dados da ONU, 66% da população mundial se concentrará em centros urbanos. No Brasil este percentual já chegou a 84%. Esse afastamento faz com que vivamos como se não fizéssemos parte da natureza, como se dela não dependesse nossa sobrevivência. Não nos reconhecemos mais como parte de um ciclo contínuo e interdependente de vida.

Enfrentamos uma crise civilizacional generalizada e sem precedentes com o esgotamento do planeta, devido ao estilo de vida incompatível com a exploração dos recursos naturais finitos, com demandas cada vez maiores de bens de consumo, excesso de produção de resíduos, poluição do ar, dos rios, mares e envenenamento do solo.

Precisamos refletir à cerca do impacto que nós, seres humanos, temos causado à este organismo vivo que é a Terra. Temos que repensar nossa maneira de ser e estar no mundo. O que acontecerá ao planeta se continuarmos consumindo e explorando seus recursos? Será possível sobrevivermos às mudanças climáticas? O que acontecerá com a humanidade?

Em maio de 2021, por ocasião da ‘Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável’, a UNESCO elaborou um relatório mostrando que a educação formal não tem preparado os alunos para atuarem em um mundo onde as mudanças climáticas e a perda da biodiversidade se apresentam como uma das maiores ameaças à vida humana.

Depois de ter analisado os currículos de educação de 50 países, a UNESCO apelou para que a Educação Ambiental seja colocada no centro dos currículos escolares até 2025. Nas palavras de Aidrey Azoulay, diretora geral da instituição, “a educação deve preparar os alunos para compreenderem a atual crise ambiental […]. Para salvar o planeta, devemos transformar a nossa forma de viver, produzir, consumir e interagir com a natureza.”

A Educação Ambiental frente ao contexto global de degradação devido a ação predatória do homem, deveria ser pauta prioritária de todos os líderes mundiais.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL, O QUE É AFINAL?

Por que essa abordagem é fundamental em nossos dias?

A verdadeira Educação Ambiental se dá por meio do experienciar. Acontece quando criamos oportunidade para que os seres humanos tenham interações diretas com a natureza, quando promovemos a conexão e a relação de cada indivíduo com o meio em que vive e orientamos ações pró-ambientais, a partir de uma visão sistêmica, despertando a consciência da ligação e interdependência entre todos os seres viventes e os elementos naturais, como a terra, a água e o ar.

Quanto mais expostas e integradas aos ambientes naturais as pessoas estiverem, maiores as oportunidades de experiências e vivências positivas com a natureza. Estas experiências vão aguçar o senso de pertencimento, e a consciência sobre o cuidado que devemos ter com cada ser vivente, seja ele um outro ser humano, um vegetal, um animal, um rio, o mar, ou o próprio ar que respiramos.

Quando conhecemos a natureza por meio de experiências diretas, nos responsabilizamos pelas relações que estabelecemos com ela. Daí advém a ética do cuidado. O cuidado está na essência do humano. Ele é a base possibilitadora da existência humana enquanto humana, como afirma o teólogo Leonardo Boff.

Se negligenciarmos essa base, caminharemos para nossa própria extinção. Precisamos resgatar essa essência. Boff atribui a falta de cuidado à desconexão com o TODO, e ao desconhecimento de que todas as coisas estão ligadas umas às outras.

Educação Ambiental está diretamente relacionada à educação dos sentidos. Ela acontece à luz do sol, ao contemplar o arco-íris depois de uma forte chuva de verão e exalar o cheiro de terra molhada. Ao comer frutas colhidas do pé e entender de onde vem os alimentos. Ao sentir o vento no rosto e perceber que todos respiramos o mesmo ar. Ao ouvir o farfalhar das folhas secas debaixo de nossos pés e captar nossa ligação com o solo. Ao constatar a importância do frescor da sombra de uma árvore num dia quente de verão.

Vivências no mundo natural criam memórias afetivas em relação à natureza, imprimem registros sensoriais pelo corpo.

Talvez nossas crianças e nossos jovens saibam muito mais sobre a natureza de ouvir os professores, de pesquisar em livros e assistir documentários. Não que esse conhecimento não tenha valor, entretanto essas informações não são suficientes para causar encantamento e estabelecer um vínculo de afeto e cuidado com a natureza.

Tampouco falar nas escolas, entre quatros paredes, sobre temas como o aquecimento global, biodiversidade, a extinção de espécies, e a preservação do meio ambiente, despertará o interesse dos alunos pelo mundo vivo.

“Se quisermos que as crianças se desenvolvam de uma maneira saudável, temos que lhes dar tempo para entrar em contato com a Natureza e amar a terra, antes de pedir que elas salvem o planeta”

David Sobel

EDUCAÇÃO PELA NATUREZA

A relação direta com a natureza, essa sim, tem o potencial de tocar o coração, suscitar emoções positivas e ser muito mais efetiva em termos de despertar a consciência sobre a importância da preservação ambiental, pois só cuidamos e amamos aquilo que conhecemos de maneira concreta, no mundo real, tridimensional.

Isto é o que capacitará as novas gerações com habilidades, conhecimento prático, atitudes e valores para agir pelo planeta e enfrentar os desafios globais nos âmbitos sociais, econômicos e ambientais, que urgem nos nossos dias.

Integrar-se à natureza, permitindo que ela exerça sua vocação educadora na construção coletiva de conhecimento, produz um aprendizado significativo com poder de mudar nossa perspectiva e a partir disso transformar nossas ações no mundo.

Se quisermos preservar nossa própria existência será preciso discutir as interrelações humanas, buscarmos uma alimentação saudável, praticarmos o consumo consciente, a economia circular, e revermos nosso conceito de felicidade. Todas essas questões abrangem a educação ambiental.

Para garantir cidadãos cuidadores do planeta, precisaremos resgatar os vínculos de crianças, jovens e adultos com a natureza e principalmente investir na formação de um reservatório de experiências vivas e reais desde o começo da vida, estimulando a apreciação e o respeito pela terra e por todos os seres vivos.

Zelar pela saúde e sustentabilidade planetária é cuidar de quem somos e seremos!

Abraço afetuoso

Ana Lúcia Machado