Quem eu sou

QUEM EU SOU… – Todas as  mulheres em mim

Sou só uma e sou tantas!

Carrego em mim várias mulheres:

A Ana, humana, divina, profana,

A Lúcia, a Lú, a Lulú,

A Lucinha, a Luzinha

 

Dentro de mim vive a arteira, e também a tricoteira

Que entre um ponto tricô e um meia

Tece também a namoradeira no sofá da sala

Que seduz seu homem

E o convence a levar a cama para a varanda

Em noites claras de luar

 

Carrego comigo a violeira e também a costureira

Entre cordas, dedilhados, linhas e agulhas

Preparo um concerto musical

Além de um conserto no lençol esgarçado no varal

Sobretudo costuro meu lado de dentro com meu lado de fora

 

QUEM EU SOU

Entre tantas, sou menina,

Criança curiosa, alegre e brincalhona.

Com a boneca, a bola e a bicicleta

Meu desejo é explorar o mundo

E tornar me eterna aprendiz

 

Entre tantas, sou bailarina

Salto, rodopio, crio asas prá voar

Com gingados e requebros

Conquisto a euforia de quadris dançantes

 

Carrego comigo a cantora, e também a pintora

Entre notas, acordes, uma 8ª acima, às vezes abaixo

Me encanto com a roda das cores,

Vibrantes, tons sobre tons,

Na tela da vida, pincelada no dia a dia

 

Dentro de mim vive a pesquisadora, a investigadora

Aquela que tem fome de conhecer o ser humano e

Despertar seus potenciais

Para a transformação do mundo

 

Carrego comigo a blogueira, e também a cozinheira

Que entre potes e posts,

Especiarias e temperos

Refoga em fogo lento, a conselheira

Atenta às necessidades do mundo

 

Levo comigo a educadora, e também a escritora

Que em meio a livros e palavras, constrói a empreendedora

Dando à luz novos projetos,

Parindo o Educando Tudo Muda

 

QUEM EU SOU

Sou uma e sou tantas,

Amante da vida, companheira, filha,

Mãe, irmã, tia, amiga

E sou grata por ser tantas!

 

Sou também poeta

Não nasci Cecília,

Não tornei me Adélia,

Nem mesmo Clarice,

Mas sou feita do mesmo material.

 

Um pouco de mel,

Misturado com sonhos, e angústia,

Com uma pitada de fel,

Me fiz como elas, mulher.

 

Trago em minha alma o caos,

No ventre a esperança,

No peito uma triste melodia,

Que componho a cada dia

Com a ânsia que sinto pela vida

Com fé em Deus.

 

Quem eu sou

Sou artista do cotidiano

Sou Ana Lúcia Machado

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