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NOSSA TERRA EDUCADORA

Nossa terra educadora

A história do ser humano sobre a Terra está marcada por um distanciamento progressivo entre homem e natureza, e consequentemente pela ruptura com processos de vida. Apesar de haver em nós uma memória celular da ligação com a Terra, vivemos como se dela não dependesse nossa sobrevivência, como se não fizéssemos parte da natureza.

Hoje a maioria da população brasileira vive em centros urbanos, onde as crianças passam a maior parte do tempo em ambientes fechados, seja dentro de casa – em frente das telas, absorvidas pelo mundo digital, dentro de salas de aulas ou ainda em programas familiares aos fins de semana em shoppings, restaurantes e cinemas.

Os novos hábitos transformaram o ritmo e a rotina das crianças, criando estilos de vida mais individuais, sedentários, desfavorecendo o convívio social, atividades físicas, o exercício imaginativo, e a autonomia da criança.

QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS DA DESCONEXÃO COM A NATUREZA PARA A CRIANÇA?

Nossa terra educadora

Parque da Neblinas

A falta de contato com o mundo natural empobrece o repertório da infância, reduz estímulos sensoriais e experiências, o que mais tarde influenciará na capacidade de auto regulação do indivíduo, na aprendizagem, criatividade, e habilidade em lidar com os desafios.

Felizmente um movimento de retorno à natureza tem se espalhado pelo mundo. Muitas iniciativas estão surgindo com o objetivo de expandir a consciência e promover mudanças neste cenário, estimulando o contato com o mundo natural e mais tempo ao ar livre.

 

 

LEIA TAMBÉM: 36 motivos para conectar as crianças à natureza

Uma dessas iniciativas é o programa de Educação Ambiental ‘Meu ambiente’, realizado desde 2010 pelo Instituto Ecofuturo, por meio de uma parceria com a prefeitura de Mogi das Cruzes, e que busca apresentar a natureza como educadora.

O programa atende alunos e educadores da rede pública do entorno do Parque das Neblinas – reserva ambiental da Suzano, gerida pelo Ecofuturo. A partir deste ano esse programa passou a atender mais dois municípios – Bertioga e Suzano, ampliando o número de escolas participantes.

 

Nossa terra educadora

Programa Meu Ambiente

COMO FUNCIONA O PROGRAMA?

Educando Tudo Muda conversou com a bióloga Cleia Ribeiro, uma das responsáveis pelo ‘Meu Ambiente’, que nos contou que o foco é o trabalho com o professor que passa por uma formação por meio de 3 visitas ao parque ao longo do ano.

Na 1ª visita busca-se sensibilizar o olhar do educador e inspirá-lo. Quando na 2ª visita o professor chega com seus alunos, muitas questões já foram trabalhadas e despertadas, o que torna a visita da criança mais enriquecedora. E para finalizar, na 3ª visita, é o momento de cada professor compartilhar o trabalho desenvolvido no decorrer do ano com seus alunos, a partir desse novo olhar e promover uma grande reflexão, tanto para o desempenho do professor, como do próprio Instituto.

O programa pretende com isso ampliar a visão de todos os participantes para o entorno, para o mundo natural que cerca cada um, seja na escola, em casa, na rua, no bairro, e trazer a natureza para mais perto, buscando despertar uma consciência de pertencimento.

Nossa terra educadoraO Instituto Ecofuturo acaba de lançar o livro ‘Educando na Natureza’ com o intuito de refletir sobre o contato das pessoas com o meio, o potencial educador dos espaços naturais e os aprendizados gerados por essa conexão.

A criança em contato com a natureza torna-se o potencial cuidador e preservador do meio ambiente. Essa aproximação imprime registros no próprio corpo da criança, tais como o frescor à sombra de uma árvore, a sensação da brisa suave do verão, o encanto das cores das flores na primavera, do colher uma fruta no pé. A verdadeira educação ambiental se dá por meio do experienciar.

A publicação ‘Educando na Natureza’ está disponível para downloud gratuito no site do Instituto. Para baixar acesse AQUI.

Nós, pais e educadores, somos os maiores responsáveis por investir na formação de um reservatório de experiências vivas e reais para a vida da criança, por apresentar à ela um mundo bom, belo e verdadeiro e assim garantir a formação de uma nova geração de guardiões da natureza.

abraço caloroso

Ana Lúcia Machado

Crédito imagem em destaque: © Depositphotos.com / PanaceaDoll Filmes e documentários ajudam as pessoas a entenderem melhor os problemas do meio ambiente.

8 MANEIRAS DE ENSINAR MEDITAÇÃO PARA CRIANÇAS

meditação para crianças

Meditação para crianças – Como podemos ensinar?

Já discutimos aqui que a infância pede calma. Entretanto nos dias de hoje as agendas das crianças estão lotadas de compromissos, prejudicando o que há de mais importante para os primeiros anos de vida – o tempo do brincar.

 

 meditação para crianças

Criança quer ser criança, mas isso não tem sido nada fácil na atualidade. As crianças enfrentam hoje vários tipos de estresses. Além do estresse causado pelo excesso de atividades, existe ainda o cansaço devido as cobranças por resultados na escola, questões como bullying, excesso do mundo tecnológico, o que vem acarretando dificuldades de atenção, concentração, e a desconexão da criança consigo mesma, uma vez que o excesso de estímulos gera distração.

 

BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO PARA CRIANÇAS 

Como a meditação pode ajudar a criança?

Mas afinal o que é meditação? Meditar é colocar toda a atenção em um único ponto. Oras, não é isso que a criança faz ao brincar?

Quando brinca a criança concentra toda a sua atenção na brincadeira, se entrega de corpo e alma. Conectada com seu mundo interior, ela inventa enredos de brincares repetidos, se enchendo de vitalidade.

meditação para crianças

Acervo Território do Brincar

Ao brincar a criança se esvazia de suas inquietações e ansiedades. Brincando, resolve conflitos interiores, elabora e dilui suas angústias. E assim ela aquieta o coração, a respiração se acalma, e consequentemente, de um jeito natural, lúdico e  prazeroso, ela medita. Simples assim.

Então, como podemos ensinar meditação para crianças?

Mostraremos 8 maneiras de ensinar meditação para crianças, a número 5 é minha favorita:

 

  1. Deitar-se sobre o gramado e olhar a movimentação das nuvens no céu, que arrastadas pelas oscilações dos ventos, assumem formas variadas, criando diferentes desenhos – um pássaro que se transforma em navio, que instantes depois vira uma tromba de elefante. E nesta alternância de direções dos ventos, muitos desenhos vão se configurando no céu. Concentrada a criança busca identificar as mais diversas formas das nuvens.
  1. Observar e acompanhar uma fileira de formigas carregadeiras. O olhar cuidadoso segue o fio escuro no chão, na parede. O longo caminho traçado, numa fiel peregrinação das formigas, por vezes parece não ter fim. Instante bem desfrutado com vocação de eternidade.

 meditação para crianças

3.Com pés apoiados na terra, de olhos fixo no céu, segurando firme o carretel de linha nas mãos para que a pipa alcance lonjuras. O colorido da pipa enfeita o céu azul. Entre nuvens de algodão voa a pipa. Passam-se minutos, horas,  nesta brincadeira com o vento, e a criança contemplando a imensidão do espaço.

 

4.Jogar pedrinhas na água – poça d’água, lagoa, ou riacho. Ouvidos ligados no efeito sonoro da pedra ao tocar a superfície da água. O observar atento dos círculos concêntricos que vão aos poucos se formando. Fenômenos naturais que ressoam no íntimo do ser, fazendo perceber que a mesma natureza que está fora, pulsa dentro.

 

meditação para crianças

5.Com as mãos seguras nas cordas do balanço, na alternância do olhar para o alto e o olhar para o chão, a respiração acompanha o ritmo do balanço que vai e vem – o inspirar seguido do expirar, e o corpo aos poucos se desfaz da rigidez das tensões e relaxa, percebendo a sutileza da brisa que acaricia a pele.

6.Contemplar a paisagem natural pela janela de um veículo – carro, ônibus, trem, etc. Pela janela “passa boi, passa boiada, passa galho de ingazeira debruçada no riacho”*. Durante o percurso da viagem vê-se árvores, campos, águas. Pode-se admirar belas paisagens que descortinam verdadeiros espetáculos da natureza.

 

meditação para crianças

7.Contemplar o fogo, a dança das labaredas de uma fogueira, de uma vela. As chamas crescem alto e se espalham, as faíscas brilham e fascinam. No silêncio da alma, ouvindo o estalar dos gravetos e a própria respiração, a criança permanece um bom tempo desfrutando este cenário encantador.

8.De mãos unidas e posicionadas na altura do peito, em atitude de reverência ao sagrado que habita a criança, e de olhos fechados, a oração de gratidão vai preenchendo o espaço interior com brandura.

 

NATUREZA – IDEAL PARA ENSINAR MEDITAÇÃO PARA CRIANÇAS

Quando os olhos de uma criança se enchem de natureza, os batimentos cardíacos e a respiração se harmonizam, e a calma interior se instala. A natureza é o ambiente perfeito para uma infância sem pressa.

meditação para crianças

 

PROMOÇÃO DE LANÇAMENTO DO LIVRO ‘A TURMA DA FLORESTA-UMA BRINCADEIRA PUXA OUTRA

 

Pois bem, brincando as crianças meditam, conquistam equilíbrio, foco e concentração. Imaginou que fosse tão fácil assim ensinar meditação para crianças?

Experimente as 8 maneiras de ensinar meditação para crianças, e se tiver outras sugestões testadas e aprovadas de meditação infantil, compartilhe com a gente.

Juntos lutamos pela desaceleração da infância, pela desaceleração da sociedade. Não deixe de baixar gratuitamente o e-book Brincando com os quatro elementos da natureza.

Abraço carinhoso

Ana Lúcia Machado

*Trecho da canção ‘Trem de ferro’, de Tom Jobim.

INFÂNCIA PEDE CALMA. VAMOS DESACELERAR?

Vamos desacelerar?  A infância pede calma. O tempo da criança pede desaceleração. As crianças estão a todo o momento fazendo um convite para sairmos de nosso mundo duro e árido, sem tempo para a vida. Elas nos convidam a cada instante para bailarmos em suas cirandas de leveza, simplicidade e alegria.

de calma. Vamos desacelerar?

Imagem do acervo do Educador Roque Antônio Juaquim da Carretel Consultoria

Quem tem o privilégio de conviver com elas, sabe do que estou falando. Elas nos chamam para participar de suas brincadeiras e risadas. Convidam a cantar a vida, a contar histórias – nossas próprias histórias, que nos reaproximam de nossa criança interior.

Com seus apelos despretensiosos e insistentes, elas nos chamam a celebrar a vida. E muitas vezes somos surdos aos apelos. Quase sempre mostramos uma rigidez impenetrável. Amortecidos, acabamos por fazer movimento contrário: trazemos a criança ao mundo endurecido das horas que voam em afazeres infindáveis.

 

 

 

Assim, interrompemos suas cantigas de roda, inibimos suas perguntas curiosas. Segurando suas mãozinhas, as puxamos para o mundo adulto onde não existe tempo para o ócio, para um olhar demorado para as coisas corriqueiras que nos cercam no dia-a-dia – para observar a peregrinação das formigas carregadeiras, para apanhar uma flor no caminho, admirar um passarinho que pousa e tantas outras belezuras da vida, para descobrir a própria sombra projetada no chão em uma manhã ensolarada no quintal, ou jogar uma pedrinha na poça d’água do caminho.

Quantas vezes dizemos à elas:  -Anda logo, estou com pressa! Lembro uma ocasião em que depois de mais um dia longo e cansativo de trabalho, chamei meu filho que estava esparramado no chão da sala brincando, para escovar os dentes para dormir, depois de já ter chamado para o banho e para o jantar também. Ele parou a brincadeira, levantou os olhinhos, olhou bem para mim e disse: -Mãe, você só me chama para fazer as coisas! Uau! Aquelas palavras me disseram tantas coisas sobre a maneira que eu estava vivendo meus dias.

As crianças são presentes do céu, que nos cutucam, despertam e encantam. Precisamos respeitar o tempo da criança e desacelerar, estar junto, olhar na mesma direção e da mesma altura que elas, olhar nos olhos, escutar – permitir-nos entrar num tempo onde a calma e o vagar abrem espaço para a imaginação, onde o silêncio fantasia e o encontro acontece magicamente.

É Gandhy Piorski,  teólogo brasileiro, pesquisador da antropologia do imaginário e autor do livro Brinquedos do chão, quem nos diz que “imaginação querer espaço, folga, lugares de contemplação, devaneios, solidão, convívio, lugares desafiadores. Todas as coisas que tiram esse direito das crianças são excessos”.

 

A INFÂNCIA PEDE CALMA 

 

A infância é curta demais para querer acelerar qualquer coisa. Que tal caminhar no tempo da criança? Mas que tempo é esse?

É um tempo que corre devagar, se esparrama feito água, flui lentamente. Infância é  tempo de encantamento, de descobertas, de explorar o mundo e principalmente fazer perguntas, levantar hipóteses.

Pressa não combina com a criança, a infância pede calma. As crianças não sentem a urgência que nos move a todo momento fazendo com que estejamos sempre preocupados com o que está por vir. Criança vive o presente, que demanda um tempo maior para ser desfrutado, para as vivências serem  introjetadas.

Pare e reflita um pouco na complexidade das agendas infantis hoje em dia.  Muitas crianças mantêm a agenda cheia, como de um executivo. Elas são levadas de um compromisso a outro, de segunda-feira à sábado. Suas agendas estão lotadas de cursos extracurriculares –  do balé para o inglês, mandarin, da yoga para o Kumon, e também  natação, judô, música, até mesmo aula de meditação. Criança medita no balanço do parque, no tanque de areia, fazendo bolinhos, enchendo e esvaziando potinhos d’água.

 

AGENDA LOTADA  CRIANÇA ESTRESSADA

de calma. Vamos desacelerar?O que pretendemos com tudo isso? Formar uma  super geração competitiva? Prepará-los  para o sucesso? A superestimulação promovida pelos adultos tem  levado as crianças ao esgotamento. Estímulo demais, concentração de menos. Estamos adoecendo nossas crianças.

Esquecemos que elas desde cedo tem no próprio ambiente familiar e no mundo natural, estímulos suficientes para seu desenvolvimento. Os estímulos externos criados artificialmente pelos adultos com o intuito de acelerar o desenvolvimento, prejudicam o que a criança tem de mais precioso que é sua motivação interna, alimentada pela curiosidade inata.

O não fazer nada para a criança é muito importante, é o momento que ela faz de conta, inventa brincadeiras, cria seus brinquedos. O tempo livre, o “ócio”, nada mais é que a oportunidade da criança entrar em contato consigo mesma, estimular o pensamento, a fantasia e a concentração. O tempo em que a criança está à toa, num aparente “tédio”, é o tempo em que ela está conectada com ela mesma, num processo de autoregulação.

CONTRA O TEMPO DA PRESSA

Contra o tempo da pressa o remédio é um olhar contemplativo, demorado e lento. Contra o tempo da pressa recomenda-se o ócio, o vazio.

O filósofo e escritor sul-coreano radicado na Alemanha, Byung-Chul Han, em seu mais recente ensaio (2016) Aroma do tempo,  afirma que “a demora contemplativa concede tempo, dá amplidão ao ser, o que é algo mais do que estar ativo. Quando recupera a capacidade contemplativa, a vida ganha tempo e espaço, duração e amplidão”

Precisamos nos refinar na arte da demora. Precisamos devolver ao tempo a sua condição de instante, rompendo com o percurso horizontal e transformando-o numa profundidade vertical – é o que adverti o filósofo.

Quando nasceu minha filha, seis anos após a primeira gravidez, eu resolvi desacelerar. Foi uma experiência de maternidade muito mais consciente. Fui uma mãe mais presente e pude viver e respeitar o tempo da infância. Certa vez voltando da escola, minha filha me convidou para uma brincadeira que ela gostava muito. Ela cantarolava a melodia de uma canção e me perguntava: – Mãe, que música é essa? E eu tinha que continuar, e cantar a letra. Passávamos um tempo largo brincando assim, numa cantoria gostosa.

CONHEÇA O LANÇAMENTO DO LIVRO: A TURMA DA FLORESTA – UMA BRINCADEIRA PUXA OUTRA

 

CRIANÇA QUER SER CRIANÇA

Para examinar atentamente o mundo da criança na atualidade, recomendo a leitura do livro Sob pressão do jornalista escocês Carl Honoré, conhecido como um dos arautos do Slow movement, que prega a desaceleração da sociedade, autor também da publicação Devagar.

Em Sob pressão, além de uma análise sobre o gerenciamento do tempo da criança pelos adultos, o autor traz outros temas importantes que precisam ser discutidos por pais e educadores, tais como a medicalização infantil, a infância monitorada, os excessos de cuidados, etc. Temas que estão todos interligados.

Honoré foi quem cunhou o termo “Educação de helicóptero”  e “Pais helicópteros” – quando os pais estão sempre pairando acima da cabeça dos filhos, se derramando em superproteção e pretensa supereducação.

Destaco um trecho do livro que reitera o que foi dito até aqui – A infância pede calma.

de calma. Vamos desacelerar?

“As crianças se desenvolvem quando têm o tempo e o espaço para respirar, para ficar à toa e se aborrecer algumas vezes, para relaxar, assumir riscos e cometer erros, sonhar e ter prazer com suas próprias coisas, e até mesmo para fracassar. Se quisermos restaurar a alegria não só da infância, mas também dos pais, chegou a hora dos adultos se retirarem um pouco e permitirem que as crianças sejam elas mesmas.”

 

Por aqui temos movimentos como o SlowKids, Slow Parenting, que lutam pela desaceleração da infância. Vale a pena conhecer.

É o que defendemos em Educando Tudo Muda também. Então, vamos desacelerar para promover o desenvolvimento saudável de nossas crianças? A infância pede calma, pede alma, um pouco mais de paciência, como diz a canção de Lenine. Vamos abrir espaços de ócio nas agendas das crianças. Lembrem-se: “a primeira infância é a que fica e fica para a vida toda” – Dr. João Figueiró

Já viu o infográfico sobre estresse infantil que Educando Tudo Muda preparou para seus leitores?

Abraço carinhoso

Ana Lúcia Machado

Crédito foto: a imagem em destaque é do acervo do educador Roquinho, um dos membros da Carretel Consultoria

Crédito música: Lenine e Dudu Falcão

 

ANTÍDOTO PARA O ESTRESSE INFANTIL

Antídoto para o estresse infantil

Antídoto para o estresse infantil – veja o que podemos fazer para enfrentar os sabotadores da infância neste infográfico que Educando Tudo Muda preparou para seus leitores.

A Infância vive um momento de grande complexidade e se encontra no centro das incertezas desta época, expondo as crianças precocemente às mesmas angústias que os adultos estão sujeitos.

Antídoto para o estresse infantil

As mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas alteraram de forma considerável a estrutura da vida familiar e seus reflexos podem  ser observados nitidamente na vida da criança.

O modus vivendi da sociedade contemporânea com seus excessos, tem  adoecido as crianças, tem sido a causa do estresse infantil. 

Querem cedo demais tirar a criança do seu tempo e espaço natural de desenvolvimento. Querem cedo demais intelectualizar, adultizar, atrofiar os sentidos, limitar a curiosidade e vontade da criança de explorar e vivenciar o mundo livremente, empobrecendo assim sua imaginação e criatividade.

Saiba De que é feita a infância e junte-se a nós na defesa de uma infância saudável para nossas crianças.

De que é feita a infância?

De peito de mãe, de colo de pai

De abraço de tia e brincadeiras de tio

De sorriso e carinho de amigos, vizinhos

De histórias e comidinhas de avós

 

De que é feita a infância?

De manhãs ensolaradas no parque, no tanque de areia

De sombra embaixo de árvores

De caminho de formigas, borboletas e joaninhas em folhas

De flores e canto de passarinhos

 

De bolinhos e pingos de chuva

Até temporal em tarde de verão na varanda

De pés descalços na grama, na lama, na areia

De castelos na praia e banho de mar

 

De que é feita a infância?

De banho quentinho

De oração ao pé da cama

Contos de fadas, canção de ninar

De beijo de boa noite

 

De quintal com um pouco de terra

De balanço, bolhas de sabão

De sorvete, bola, bicicleta

E pequenas travessuras

 

De que é feita a infância?

De cabana no meio da sala, embaixo da mesa

De pular corda, amarelinha

Esconde-esconde, pega-pega

Corre cotia, batata quente

 

De rituais de celebração

Aniversário, São João, Natal

De irmãos, primos  e amigos

De sonhos, imaginação e descobertas

 

A infância é feita de calor, amor, presença

Brincadeiras, histórias, canções

Natureza, encantamento, fantasia

Experimentos, hipóteses e muitas perguntas

 

Abraço

Ana Lúcia Machado

 

PROCESSOS DE VIDA E A INFÂNCIA

Processos de vida

A história do homem sobre a terra é uma história de ruptura com processos de vida. A sociedade atual “beneficiada” cada vez mais pelos avanços tecnológicos, e sempre em  busca de resultados imediatos, deixou de lado algo tão salutar para o desenvolvimento humano: a vivência de processos o tempo de preparação e amadurecimento das coisas.

Hoje em dia entregamos a feitura de quase tudo para as máquinas, desde a comida até a roupa, incluindo brinquedo e muitos outros artigos. As gerações mais novas não imaginam como as coisas são realmente feitas, e com isso hoje ninguém mais vivencia os processos de feitura das coisas.

Tudo vem pronto – onde estão os processos de vida?

Processos de vidaNa alimentação apenas temos o trabalho de tirar das embalagens e das caixinhas aquilo que consumimos. A indústria alimentícia eliminou a alquimia encantadora da cozinha criando os enlatados, os instantâneos  – o fast food.  Acabou com o processo de preparo das refeições, as transformações químicas dos alimentos, e os aromas dos temperos.

No vestuário, com a proliferação das roupas produzidas em escala, a indústria têxtil em parceria com a indústria da moda, baniram os famosos ateliês de costura e com o ofício dos alfaiates. Os armarinhos, lojas especializadas em aviamentos, quase não existem mais.

A indústria do entretenimento embalou o lúdico num lindo pacote de viagens, brincadeiras, jogos e brinquedos, garantindo diversão imediata para todas as idades. Seu exemplo máximo é a Disney. Com seus simuladores, é capaz de reproduzir as mais incríveis sensações de quase tudo, nos transportando a diversas paisagens do mundo: Índia, África, muralhas da China, pinguins na Antárctica, etc. Com direito a sentir até o cheiro da maresia ao simular um sobrevoo no mar, a brisa gelada, vapor de cachoeira e muito mais.

processos de vida

A imagem pronta dos filmes e desenhos animados nas pequenas, médias e grandes telas, inibiu a imaginação, expressão da individualidade, que se inicia num processo de criação das imagens internas, responsável pela criatividade humana.

No livro Desemparedamento da infância*, uma professora da Educação Infantil de uma escola na cidade de Novo Hamburgo (RS), relata uma história interessante. Sua escola, com um espaço verde muito pequeno, fez parceria com a igreja vizinha para que as crianças pudessem desfrutar seu amplo gramado com laranjeiras e outras árvores frutíferas. As crianças passaram a frequentar esse espaço para ler e ouvir histórias, para fazer piqueniques, e brincar livremente. Como na ocasião era o período final do ciclo das frutas, haviam muitas caídas de madura pelo chão. A professora conta que as crianças ao verem as laranjas espalhadas pelo gramado, ficaram indignadas e perguntaram:

-Quem jogou as laranjas no chão?

As crianças não fizeram relação entre o pé de laranja e a fruta caída no chão.

Será que chegamos ao ápice da desconexão com a vida?

Todas as coisas na natureza são processos de vida. A natureza é uma grande mestra em processos vivos. O que caracteriza processos?

-desencadeamento de etapas que vão se sucedendo aos poucos

-formações, crescimento, transformações

-ações e reações

-movimento, dinamismo

-tempo de amadurecimento

 

A vivência de processos torna visível o que parece invisível.

 

Qual o grande aprendizado da vivência de processos?

Podemos dizer que a paciência, saber esperar, faz parte desse aprendizado. A vivência de processos de vida tem um sentido educativo e terapêutico. Ideias importantes podem ser absorvidas durante seu decorrer, tais como o sentido de totalidade, de ligação entre as coisas, de pertencimento e participação. É durante o tempo de preparação de tarefas que experimentamos, acrescentamos, lapidamos, cortamos arestas e mudanças vão acontecendo.

Processo é vida. De que maneira podemos resgatar a vivência de processos de vida na infância?

processos de vida

A cozinha é um ambiente abundante de processos de vida. É um lugar de encantamento, de memórias afetivas e de riqueza de estímulos sensoriais – as formas e as cores dos alimentos, os aromas e sabores, as texturas.

Precisamos reinserir as crianças à cozinha nas escolas e em casa. Dá mais trabalho? Leva mais tempo? Sim, com certeza, mas o resultado torna compensador o esforço.

Uma amostra dos efeitos dessas vivências está no livro Céu da Boca, organizado por Edith M. Elek, que reúne dezoito relatos de lembranças de refeições da infância, e mostra quão significativas são as memórias das crianças em torno da mesa. Entre os autores participantes dessa volta gastronômica ao tempo ,  estão o escritor Moacyr Scliar, a escritora Ruth Rocha, a psicanalista Maria Rita Kehl, o jornalista Ignácio de Loyola Brandão, etc. Trata-se de uma aventura por sabores, rituais de famílias, hábitos alimentares e muitas receitinhas gostosas.

Lembro com carinho da cozinha da minha avó. Como boa mineira, ela cozinhava comidinhas deliciosas. Observava com atenção seus movimentos na cozinha, e o trabalho das suas mãos hábeis e ágeis. Adorava seus croquetes de carne e panquecas. Até um simples arroz, feito por ela, tinha sabor especial.

Mas o que jamais vou esquecer é quando vovó preparava o famoso doce de leite. Ela colocava na panela o leite condensado, a manteiga, o cocô ralado, e o açúcar. Misturava os ingredientes e mexia com a colher de pau durante um tempão. Quando finalmente a massa ficava mais encorpada, ela retirava do fogo e despejava sob a pia de mármore esticando-a. Humm! Aquele cheirinho gostoso tomava conta de toda a cozinha.

Depois de muito tempo, quando a massa havia esfriado, vinha um momento mágico para mim. Vovó virava uma artista. Com uma faca enorme, ela cortava o doce em losangos, em tamanhos iguaizinhos. Eu ficava admirada com sua precisão. Em seguida ela colocava os losangos num pote de vidro transparente e guardava no armário da cozinha. Rapidamente aquele pote se esvaziava – os netos, vovô, minha tia, davam conta de acabar com tudo bem depressa.

Processos de vida

Nos dias de hoje, como podemos reconectar a infância a processos vivos em todas as dimensões de vida? 

É o que queremos discutir aqui no Educando Tudo Muda nos próximos artigos. Participe.

Crianças, já para a cozinha, para os quintais, jardins e parques, onde a vida pulsa e acontece ao vivo, de forma tridimensional.

 

Abraço carinhoso

Ana Lúcia Machado

*Esse livro está disponível para downloud neste link https://criancaenatureza.org.br/wp-content/uploads/2018/05/Desemparedamento_infancia.pdf

 

Semana Mundial do Brincar

Semana Mundial do Brincar

 

Acontece de 25 à 31 de maio a Semana Mundial do Brincar. Uma semana de mobilização para conscientização de toda a sociedade sobre a importância do brincar e seu significado para a infância.

Desde 1999, por iniciativa da Associação Internacional de Brinquedotecas, criou-se o Dia Mundial do Brincar, celebrado em 28 de maio. No Brasil, a Aliança pela Infância, da qual Educando Tudo Muda faz parte, incentiva este movimento há mais de dez anos e o ampliou para ser celebrado durante uma semana inteira.

Semana mundial do brincar

O lúdico é fundamental em todas as fases da vida, inclusive na idade adulta, só que na infância ele adquire uma importância vital, é condição indispensável para que a criança se desenvolva de maneira saudável. Tal qual o andar e o falar, o brincar é potência de crescimento humano. Criança que não brinca significa de há algo que precisa ser investigado.

 

Infelizmente vivemos dias sombrios para a infância

Na sociedade contemporânea o brincar  está em declínio. Especialistas na área de educação e saúde vêm alertando sobre a diminuição do tempo de brincar na infância.

 

Há uma pressa e uma urgência em preparar as crianças para o mundo competitivo, para o sucesso, de forma que parecemos esquecer que há tempo para todas as coisas debaixo do sol e como já diziam os “antigos”: apressado come cru.

Entretanto a questão vai além. A aceleração imposta tem adoecido a infância. Dados mundiais apresentados pelo psicólogo Peter Gray na 20ª Reunião Internacional da Associação Internacional do Brincar – IPA, que aconteceu em setembro do ano passado em Calgary – Canadá, revelam que:

– o brincar livre infantil tem diminuído exponencialmente no mundo todo desde 1955

– a depressão infantil já é de 7 a 10 vezes maior que nos anos 60

– os transtornos de ansiedade entre as crianças, cresceu até 18 vezes

– as taxas de suicídios até 15 anos estão 4 vezes maiores

 

SEMANA MUNDIAL DO BRINCAR – BRINCAR DE CORPO E ALMA

Que brincar é este?

Brincar é uma atividade instintiva, natural e espontânea da criança. É a maneira da criança dar vazão ao impulso natural de expansão e movimento, dar vazão a imaginação criadora – uma força que vive dentro dela e precisa se manifestar. Brincar é fundamental para que o corpo se desenvolva e a alma se expresse.

 

Para onde irá esta energia se a criança não puder manifestá-la brincando?

O brincar é o jeito da natureza de garantir que as crianças pratiquem as habilidades necessárias para a vida”,  como afirma Gray.

Então, como se explica o tempo cada vez mais reduzido do brincar, tanto nas escolas como em casa, onde as famílias preocupadas com a formação e preparação das crianças, lotam suas agendas com aulas complementares, cursos extracurriculares?

Como se explica a aceleração no processo de alfabetização?  A criança cada vez mais cedo vem sendo pressionada para o aprendizado da escrita e leitura.  A Educação Infantil está cada dia mais parecida com o Ensino Fundamental.

Leia também: 

De que é feita a infância

É tempo de brincar – um chamamento

 

A infância é curta demais para querer acelerar qualquer coisa

Infância é um tempo de encantamento, de descobertas, de explorar o mundo e principalmente fazer perguntas,  levantar hipóteses. Isso tudo a criança faz no brincar.

Semana mundial do brincar

Pressa não combina com as crianças que vivem num tempo diferente do tempo dos adultos. Elas não sentem a urgência que nos move a todo momento fazendo com que estejamos sempre preocupados com o que está por vir. Criança vive o momento presente, que demanda um tempo maior para ser desfrutado, para as vivências serem  introjetadas.

Separe um tempo nesta Semana Mundial do Brincar. Mobilize amigos, programe brincadeiras com as crianças e sinta como brincar faz diferença para a criança e para a qualidade de vida da família.

Até o dia 28 de maio o Sesc estará com uma programação inteirinha focada na Semana Mundial do Brincar. No site da Aliança Pela Infância você também encontrará uma agenda especial com atividades programadas por todo o Brasil, acesse AQUI e aproveite.

Mas lembre-se: a natureza é a casa da infância e o território primordial do brincar.

É tempo de brincar

É tempo de comungar com a vida

Que pulsa incessante pelo meio fio

E fazer da infância um fio inteiro.

 

Abraço caloroso

Ana Lúcia Machado

 

 

 

 

 

COMO FORMAR CRIANÇAS LEITORAS EM UMA SÓ LIÇÃO

Frequentemente os professores questionam como formar crianças leitoras. Desesperados tentam fazer com que seus alunos leiam, frequentem a biblioteca. Pais também perguntam: como fazer do meu filho um futuro leitor? Quando devo começar a ler para meu filho? Será que existe uma fórmula mágica para transformar crianças em leitores?

Em um ranking mundial de índice de leitura, o Brasil ocupa a 59ª posição dentre 70 países. Apenas 1 em cada 4 brasileiros domina plenamente as habilidades de leitura. Uma criança que tem uma família que lê para ela, chega aos 5 anos de idade com 6.000 palavras a mais que aquela que não tem. Estes importantes dados podem ser conferidos no documentário Para gostar de Ler, que fala sobre a importância da leitura na Primeira Infância. Idealizado e produzido e por Francesco Civita, o documentário está disponível no YouTube.

O momento de ler e contar histórias para a criança é um momento de intimidade, onde se consolida o vínculo afetivo, gerando equilíbrio para a criança – é o que afirma o neurocientista e psicoterapeuta Dr. João Figueiró.

Eva Furnari, escritora de livros infantis e ilustradora brasileira consagrada, diz que as histórias, os contos de fadas que foram depurados ao longo dos anos, organizam a psique. As histórias podem apontar caminhos, resolver conflitos, oferecer soluções. Ajudam na elaboração e organização de questões internas.

Ler para a criança é uma alavanca para o desenvolvimento infantil. Além de estimular um excelente hábito, estreita vínculos, melhora as relações familiares e desenvolve a inteligência. É o que mostra  uma pesquisa feita em parceria com a Universidade de Nova York, conduzida por especialistas do Instituto Alfa e Beto (SP) com 660 famílias de creches públicas de Boa Vista (RO), entre 2014 e 2015.

QUAL O SIGNIFICADO DA LEITURA PARA VOCÊ?

Como formar crianças leitoras

Leitura é aventura, diversão, é estímulo para a imaginação. Ler alimenta, traz alento, consolo, autoconhecimento. Pode-se ler em qualquer tempo e lugar – na sala de espera do dentista, na fila do banco, no trânsito, na cama, etc.

Ler é como estar à mesa de um bar numa conversa solta com o outro. Ler é encontro, recheado de descobertas e revisões. Ao mesmo tempo em que é mergulho em si mesmo, é contemplação de um horizonte, é sair de si e enxergar o mundo sob outra perspectiva.

Ter nas mãos o livro desejado, apreciar sua capa, espiar devagarinho as primeiras palavras, folhear as páginas em toque acariciante, respirar fundo o cheiro do papel.

Leitura é ritual sagrado. É devorar com apetite a narrativa alheia; é invasão permitida de privacidade com a possibilidade de complementação com as imagens próprias. É também deixar-se invadir.

Sem pudores, ao ler, destaco frases, às vezes parágrafos inteiros, sublinho palavras, como que gritando para mim verdades ocultas. Anoto sentimentos na tentativa de apreender insights.

Ler é lambuzar-se, é contaminar-se de novas ideias, é se deixar levar, transformar. As palavras são vivas e ao recorrer a um livro na prateleira amarelado pelo tempo, não sei mais distinguir os limites do território, até onde sou eu, até onde é o outro.

Como formar crianças leitoras

Já imaginou viver em um mundo sem livros? Ray Bradbury, autor do romance Fahrenheit 451, imaginou. Em sua obra, um clássico da literatura lançado em 1953, bombeiros são acionados para incendiar todos os livros e impedir  a disseminação do conhecimento. Ele descreve uma sociedade totalmente alienada e anestesiada pela mídia televisiva – aparelhos que ocupam paredes inteiras das casas. Conhece algo parecido? Fahrenheit 451, nos leva a refletir sobre a superficialidade da era da imagem que se impõe e se fortalece cada dia mais.

COMO FORMAR CRIANÇAS LEITORAS? – A FÓRMULA MÁGICA

 

A única maneira de formar crianças leitoras é sendo um leitor você mesmo em primeiro lugar. Sinta prazer na leitura e seu filho também sentirá. Ame os livros e ele também amará. Crie o hábito do momento da leitura na hora de ir para a cama. Não deixe essa responsabilidade inteiramente nas mãos da escola.

Leia para seu deleite e compartilhe com seus alunos. Eles também desfrutarão dessa alegria e se sentirão estimulados à leitura. Este é o segredo. Na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental I, termine o dia contando uma história para sua turma.

QUE LIVRO VOCÊ ESTÁ LENDO?

Como formar crianças leitoras

Lembre-se: professores não leitores não formam crianças leitoras, pais não leitores não formam filhos leitores.

Estou relendo O menino do dedo verde de Maurice Druon, publicado originalmente em 1957, mas que continua atualíssimo. Considerada uma obra inovadora por ser a primeira a tratar de ecologia. Entretanto, rico em simbologias, o livro ultrapassa os limites da ecologia para abordar temas profundos do florescimento humano.  Druon apresenta um menino que rompe os muros da escola para conhecer o mundo na prática, aprender com a vida real – a melhor escola. Recomendo a leitura.

Quer outras indicações? Deixo aqui, 5 livros que todo educador deveria ler.

O professor que não é leitor não tem como formar leitores – não formará um. A leitura é contaminação amorosa: o professor tem que acreditar no que diz e, para acreditar, ele tem que ser leitor – Marina Colasanti

Espero que você  sinta-se encorajado a encarar o desafio de formar crianças leitoras, seja você professor, mãe ou pai, avô, tio, etc. Todos podem contribuir para virar este jogo e transformar nosso país numa nação de leitores. Esta é a grande revolução – leia para uma criança.

Aproveito para indicar algumas publicações importantes para ajudar a cultivar o hábito da leitura nas crianças:

A Magia da Leitura

A Família Leitora 

Manual de Leitura em Voz Alta

Faça-os Ler

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Boa leitura!

Abraço caloroso

Ana Lúcia Machado